Rio verde: a Lagoa, o Parque Lage e o Jardim Botânico
Um dia tranquilo e arborizado saindo do Humaitá — pedale ao redor da Lagoa, passeie pelo Parque Lage aos pés do Corcovado e perca uma tarde no Jardim Botânico do Rio.
Por Florian's Hostel · Publicado 7 de julho de 2026 · 4 min de leitura

O Rio é famoso pelas praias, mas alguns dos melhores dias da cidade são passados no verde. E, a partir do Humaitá, você está perfeitamente posicionado para isso: três dos lugares ao ar livre mais bonitos da Zona Sul — a Lagoa, o Parque Lage e o Jardim Botânico — ficam praticamente coladinhos, a uma curta caminhada ou corrida de carro do hostel. Junte os três e você tem um dia fácil e sem pressa, longe das multidões.
É assim que a gente faria.
Comece com uma volta na Lagoa
A Lagoa Rodrigo de Freitas é o espelho d'água em forma de coração que ancora todo esse lado da Zona Sul, cercado por uma pista plana de 7,5 km feita para caminhar, correr e pedalar. É uma das coisas mais tipicamente cariocas que você pode fazer.
Alugue uma bike à beira da água no Parque dos Patins e saia pedalando — não existe direção errada. No caminho você passa por quiosques para uma bebida gelada, píeres de madeira para parar e apreciar a vista, quadras esportivas, uma pista de skate e bastante sombra. Na água dá para alugar um pedalinho e, se estiver com pique, as ciclovias seguem até o Jardim Botânico ou descem até a praia.
Algumas dicas honestas:
- O comecinho da manhã e o fim da tarde são os melhores horários — mais fresco, e a luz sobre a água fica linda.
- Pedalar é popular, mas nem tudo é livre de carros, então ande com um pouco de cuidado.
- Olhe para cima: em um dia claro, o Corcovado e o Cristo Redentor presidem toda a cena.
Passeie pelo Parque Lage aos pés do Corcovado
A poucas ruas da Lagoa, o Parque Lage é um parque de 52 hectares que se funde diretamente à Mata Atlântica na base do Corcovado. No centro fica um casarão dos anos 1920 — o Palacete — construído em torno de um pátio com uma pequena piscina e um café, e hoje sede de uma conceituada escola de artes visuais (a EAV). A foto famosa é a do café emoldurado pelos arcos do casarão, com a floresta e o Cristo ao fundo.
Além do casarão, o terreno mantém seu caráter romântico e cheio de charme: lagos e trilhas, grutas artificiais e torres que lembram um castelo, um parquinho e até um pequeno aquário, tudo envolto em verde. É um dos favoritos para passeios em família e piqueniques — e um imã para os artistas da cidade.
O Parque Lage também é onde começa a trilha na mata que sobe até o Cristo Redentor — uma subida íngreme de cerca de duas horas pela floresta do Parque Nacional da Tijuca, para quem prefere merecer a vista a pegar o trenzinho. Se for o seu caso, vá cedo, vá preparado e confira se a trilha está aberta antes de partir.
Perca uma tarde no Jardim Botânico
A um passo dali está o Jardim Botânico — o Jardim Botânico do Rio, e a razão pela qual todo o bairro leva esse nome. Fundado em 1808 por Dom João VI para aclimatar plantas do mundo inteiro, ele se tornou um instituto de pesquisa de 54 hectares e um dos mais importantes centros de botânica do mundo. Virou reserva da biosfera da UNESCO em 1991.
Para quem visita, no entanto, é simplesmente um lugar lindo para desacelerar. Destaques para procurar:
- A aleia das palmeiras-imperiais — uma alameda em forma de catedral, ladeada por palmeiras altíssimas, e o ponto mais fotografado do jardim.
- O orquidário e outras estufas históricas, lar de centenas de espécies.
- O Jardim Japonês, com suas lanternas de pedra, bonsais e lagos de carpas.
- Os macacos — fique de olho nas copas das árvores; eles estão acostumados com visitantes, mas, por favor, não os alimente.
Se ainda tiver energia, a vizinha região do Horto esconde algumas das cachoeiras mais acessíveis do Rio, as Cachoeiras do Horto, encravadas na borda da floresta. Os horários e ingressos do jardim mudam de tempos em tempos, então confira as informações atuais antes de ir.
Fazendo um dia disso a partir do Humaitá
A beleza desse trio é o quanto tudo fica pertinho da gente. Um roteiro tranquilo:
- Manhã — um café e um pastel na Cobal do Humaitá, e depois monte um piquenique com as barracas do mercado.
- Meio-dia — dê uma volta na Lagoa e ache um píer sombreado para o almoço.
- Tarde — perca-se pelo Parque Lage e depois pelo Jardim Botânico ao lado.
- Noite — de volta ao Humaitá para uma cerveja gelada onde o dia começou.
É o tipo de dia que lembra que o Rio não é só areia e horizonte — é floresta, lagoa e jardins também, tudo ao alcance de uma boa base de bairro.
Quer uma ajuda para planejar? Dê uma olhada nos nossos quartos para encontrar sua base no Humaitá, veja mais coisas para fazer ou fale com a nossa equipe que a gente indica os favoritos do momento.


